
Quando o próprio produto carrega a essência da empresa, o design encontra uma maneira de transformá-lo em identidade.
O desafio
Em 2007, a Granja Loureiro já atuava em um segmento bastante específico: a produção e o processamento de ovos de codorna, levando ao consumidor um produto que ia além do ovo in natura — o ovo já cozido, descascado e pronto para o consumo.
O desafio era criar uma identidade capaz de representar esse negócio de maneira simples, reconhecível e diferenciada, estabelecendo uma conexão imediata com o universo dos ovos de codorna, sem perder a percepção de qualidade e cuidado.
O conceito
A identidade nasceu da própria essência do produto.
O ovo de codorna tornou-se o principal elemento conceitual da marca, mas foi incorporado ao desenho de maneira sutil e inteligente.
O “O” final de Loureiro foi transformado na representação de um ovo, enquanto seu interior recebeu a forma circular da gema, criando uma associação visual direta com o produto.
A construção do ovo também buscou reproduzir uma característica marcante do ovo de codorna: sua forma mais pontiaguda.
Assim, nome, produto e símbolo passam a fazer parte de uma mesma ideia.
A construção
A tipografia foi escolhida e trabalhada a partir de formas mais arredondadas e suaves, criando uma sensação visual macia e orgânica, em uma referência à própria forma do ovo.
O desenho do símbolo acompanha essa linguagem e transforma o “O” de Loureiro em um elemento visual próprio da identidade.
A escolha das cores também parte do universo da empresa.
O marrom faz referência à coloração da codorna japonesa, enquanto o laranja remete à gema do ovo, especialmente àquela tonalidade intensa associada ao ovo caipira.
O resultado é uma composição construída a partir de poucos elementos, mas com bastante significado: codorna + ovo + gema + nome + cor.
E o mais interessante é que esses elementos não aparecem simplesmente ilustrados. Eles são integrados à própria construção da palavra Granja Loureiro.
A personalidade
A identidade precisava transmitir uma empresa ligada ao alimento, mas também deveria comunicar qualidade, proximidade e confiança.
Por isso, a linguagem visual combina formas orgânicas com uma composição equilibrada e um contraste de cores que traz presença sem tornar a marca excessivamente rígida.
O resultado procura equilibrar dois universos: a naturalidade do alimento e a profissionalização da empresa.
É uma identidade que conversa com o consumidor de maneira direta, sem abrir mão de uma percepção de qualidade.
A aplicação
O slogan “Qualidade que se põe à mesa” já fazia parte da concepção trazida pelos proprietários da Granja Loureiro. O trabalho da M4 foi incorporá-lo ao conjunto visual, encontrando uma relação equilibrada entre marca, símbolo, tipografia, cores e mensagem.
A identidade foi pensada para acompanhar a empresa em diferentes pontos de contato, mantendo o reconhecimento visual e reforçando sua associação com o produto.
Mais do que identificar uma granja, o sistema visual passou a representar uma empresa que é referência na América Latina e especializada em transformar um produto natural em uma solução pronta para chegar à mesa.
